Para que nos relacionamos?

Relações afetivas existem desde sempre e creio que a dificuldade que temos, habitualmente, em nos relacionarmos com o outro seja uma das maiores dores que afetam a nossa saúde emocional. A maioria de nós anseia por relações saudáveis e luminosas, baseadas no objetivo principal de qualquer troca afetiva. Mas embora haja a busca, nem todos temos consciência do que estamos buscando. Afinal, para que nos relacionamos?

Algumas pessoas responderão que ter alguém é o foco, já que necessitamos da companhia do outro para desenvolvermos a nossa capacidade de amar. Esta resposta não está necessariamente errada. “Amor” e companhia são sim ingredientes indispensáveis numa relação. Mas não são o objetivo principal. São meios pelos quais o ganho principal será atingido.

Relacionamentos afetivos saudáveis são aqueles em que os parceiros crescem, evoluem e são impulsionados a melhorarem a si mesmos através do estímulo do outro. A companhia e a convivência podem – ou não – nos conduzir para isso. Quando tal objetivo principal é suprimido ou esquecido, as ligações afetivas são mantidas pelos ganhos secundários e isso favorece a construção das chamadas relações tóxicas. Ganhos secundários nada mais são do que tudo aquilo que obtemos numa situação não favorável, que até nos faz um certo bem, mas que, por si só, é incapaz de sustentar uma relação afetiva sadia. Alguns ganhos secundários comuns: ter alguém para nos acompanhar, receber alguns carinhos, sexo e, não raramente, alguém para “mandarmos” ou “sermos mandados”.

Esse quadro desfavorável somente ocorre quando uma das partes, pelo menos, não dispõe de AUTONOMIA, que é uma habilidade, não muito comum, de gerirmos bons sentimentos em relação a nós mesmos, e, com isso, sustentarmos atitudes e escolhas afinadas com uma auto estima saudável. Autonomia é o oposto de sermos reféns emocionais, de ficarmos na dependência do que o outro pensa a nosso respeito e, principalmente, do que o outro faz a nosso favor.

Acredite: somos sim interdependentes, mas não a ponto de depositar em algo ou em alguém a responsabilidade de determinar nossas escolhas e muito menos de nos fazer felizes. Quando surge o sentimento de rejeição é um sinal claro que o nosso auto amor está em desvalor, está sendo deixado de lado por nós mesmos.

É possível alinhar e equilibrar isso. O processo terapêutico estratégico pode ser um belo divisor de águas para você vivenciar o amor na plenitude que esse verbo merece. Para maiores informações sobre o atendimento terapêutico com PNL, seja presencialmente em BH/MG, ou através do Skype, esteja você onde estiver, entre em contato!

Bruna Salis

Como Terapeuta e Trainer em PNL - Programação Neurolinguística, eu acredito ser possível auxiliar as pessoas a encontrarem em si mesmas os recursos internos para uma vida mais leve e feliz.

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Honoria Feliz - 25 de julho de 2019

Gostei demais, como é desafiador viver, principalmente a dois a três…

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